Os dois Chelseas de André Villas-Boas
Ao final de mais uma rodada da Uefa Champions League, uma pergunta vem na cabeça de quem acompanha futebol: qual é o verdadeiro Chelsea dirigido pelo português André Villas-Boas? O time seguro que até duas semanas atrás liderava sem ameaças sua chave na Uefa Champions League ou o grupo ingênuo que levou uma bordoada de 5 a 3 do Arsenal em casa no sábado passado, pelo Campeonato Inglês, e tropeçou diante do Genk, na Bélgica, na terça-feira?
Tudo leva a crer que a primeira opção seja a correta, mas há um medo em Stamford Bridge de que a segunda hipótese dê as caras na hora errada e o clube amargue uma temporada sem títulos. Depois do começo fulminante como treinador do Porto, em Portugual, André Villas-Boas chamou atenção do mundo. Extremamente jovem e com apenas 33 anos de idade, ele viu o dono do Chelsea, o russo Roman Abramovich, pagar ao Porto R$ 34 milhões de multa para contar com seus serviços.
Comparado a maior parte do tempo com outro técnico português, José Mourinho, André até que sabe lidar bem com este fato. Trabalhou com Mourinho no próprio Chelsea e não sente-se desprestigiado quando soltam este tipo de comentário. Mas ele enfiou na cabeça que o futebol deve ser jogado e vencido com base no espetáculo, sem uma marcação pegada. E a zaga do Chelsea sofre gols bobos a cada jogo que passa. O time joga e deixa o adversário jogar. Só que às vezes o adversário joga demais e o caldo entorna.
O mais impressionante é que, na Uefa Champions League, a insegurança londrina fica para trás na maioria dos jogos. O time credencia-se a cada rodada com um forte candidato ao título, ao lado de gigantes como o Real Madrid, o Barcelona e o Bayern de Munique. Fica a certeza de que o Chelsea de Villas-Boas dará muitas emoções aos fãs de futebol até o final da temporada. E o meu palpite de que ao menos um título esta equipe deverá abocanhar até maio de 2012. Dependendo de qual for, entrará para a história.

[...] vê, pouco a pouco, todos os objetivos da temporada irem para o ralo. O que parecia ser uma má-fase passageira agora não tem mais hora para acabar. A decepção da semana rolou em casa, em pleno Stamford [...]