Rerforma Trabalhista

Precisamos de sindicatos fortes, mas poucos

Prezados (as) Leitores (as)

 

O Brasil se notabiliza por possuir o maior numero de sindicatos que qualquer país do mundo.

 

Conforme dados do Ministério do Trabalho, já ultrapassamos o número de 17.000. E o que isto traz de positivo, para você trabalhador, você empregador? Nada. Basta ver que salvo honrosas exceções de sindicatos comprometidos com a melhora das condições de trabalho de seus representados, e na modernização das relações entre empregadores e empregados, a grande maioria se transformou em um “negócio” cujos presidentes se eternizam no poder por 20 e até 30 anos. Temos muitos exemplos desta realidade, que dispensa mencionar os personagens.

 

Todos países desenvolvidos e com ampla empregabilidade e pagamento de salários justos, que permitem os trabalhadores viverem dignamente, terem acesso a saúde educação, são marcados pelo numero reduzido de sindicatos.

 

Os sindicatos destes países possuem uma força enorme, e condições de exigir e cobrar as condições necessárias para que seus representados tenham oportunidade de com seu trabalho, ascender socialmente e dar oportunidades de melhores condições de vida a seus filhos e filhas. Isso é o que importa.

 

Apenas para comparar, no Reino Unido, berço da revolução industrial, possui 168 sindicatos, e convenhamos, as condições de vida de um(a) trabalhador(a) lá, é bem melhor que aqui.

 

Nos Estados Unidos, a maior economia capitalista do mundo, onde grande a maioria das pessoas de outros países, sonha em obter um trabalho regular, existem 191 sindicatos, e não consta que os norte-americanos façam fila em frente ao nosso consulado, para viver as “delicias” de trabalhar no Brasil, sob a batuta de 17.000 sindicatos, ou que empreendedores americanos se digladiem para mudar suas empresas para cá, e obterem a “excelência” das relações de trabalho causada por este numero absurdo de entidades, que se sobrepõe e não se entendem, quer política, quer economicamente.

 

Se reforma trabalhista trouxe algo de bom, foi expor a necessidade de revermos nosso modelo sindical. Ele já se deteriorou e não representa mais os anseios da sociedade.

 

Precisamos de sindicatos fortes, integrados as necessidades dos trabalhadores e empreendedores, que não se transformem em entidades cujo objetivo, seja apenas atender aos desejos e luxos de seus dirigentes, que via de regra, se eternizam no poder.

 

Por um Brasil melhor, mais justo, moderno e responsável, com sindicatos poucos e verdadeiros.

 

Fiquem com Deus, em breve voltamos com novas ideias.

 



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