Resenha – Relançamentos – Iron Maiden

domingo, 1. julio 2007 21:40:08 Canon PowerShot A720 IS no usado 5,8 mm 1/60 2,8 250|hardcopy|2009/03/06 16:27:07 Administrador FERRARI

E chegamos na última parte da nossa tour sobre os relançamentos do Iron Maiden, cortesia da Warner. Dessa vez, temos os quatro últimos álbuns de estúdio (até o momento) da Donzela. Todos em luxuosos digipacks e remasterizados.

De fato, a qualidade está simplesmente impecável, sendo itens obrigatórios aos fãs do lendário grupo inglês. Vamos, então, dissecá-los.

Dance of Death

Após o retorno de Bruce e Adrian e a bem sucedida turnê do álbum Brave New World, era hora de continuar os trabalhos. Em 2003, o novo petardo chegou ao público sob o título de Dance of Death.

Como em time que está ganhando não se mexe, Dance mantém a mesma fórmula do álbum anterior. Ou seja, músicas mais longas, progressivas e introspectivas. A sonoridade se distancia um pouco da era Piece of Mind/Powerslave. Ademais, esse fato desagradou a uma parcela de seguidores.

Porém, Maiden é Maiden, e bons números podem sem encontrados facilmente durante a audição, como Rainmaker, a progressiva faixa-título, a pesada Montsegur, a melodiosa Age of Innocence e a balada acústica Journeyman, algo não muito usual na história da banda. Não é o melhor trabalho da Donzela, mas trata-se de um belo álbum.

A Matter of Life And Death

Após uma rápida aventura solo de Bruce Dickinson com Tyranny of Souls, o Maiden retorna em 2006 com A Matter of Life And Death, com a mesma pegada dos dois álbuns anteriores.

Por mais que uma parte dos fãs antigos resmungasse sobre o excesso de faixas longas e progressivas, o fato é que o Maiden parecia estar curtindo bastante essa nova roupagem.

A exemplo de Dance of Death, não é preciso cavar muito fundo para encontrar sons realmente potentes e certeiros em A Matter. São os casos da pesadíssima Brighter Than a Thousand Suns, a abertura empolgante com Different World, além das totalmente progressivas These Colors Don’t Run, For The Greater Good of God e The Legacy.

Foi nessa época que começaram os primeiros questionamentos sobre o fim da carreira da banda, que deu de ombros e continuou seu trabalho, inclusive executando o álbum na íntegra durante uma perna da tour, algo inédito na história do Maiden.

Ademais, outro fato que marcou os seguidores da Donzela foi a curiosidade sobre quem era o tal Benjamin Breeg, que dá nome à faixa The Reincarnation of Benjamin Breeg, com inúmeras versões pipocando pela internet.

The Final Frontier

Quatro longos anos após A Matter, o Maiden provava que ainda tinha bastante lenha para queimar e tratou de disparar The Final Frontier no coração dos fanáticos fãs. Quem esperava um retorno aos velhos tempos de The Number of The Beast ou Killers, caiu do cavalo mais uma vez. Pois Final Frontier periga ser o mais progressivo álbum dessa fase.

Na dúvida, ouça canções como The Man Who Would Be King ou Starblind, ou até mesmo a faixa-título, cuja introdução soava diferente de tudo que o Maiden havia feito até então.

A história se repetiu, ou seja, alguns fãs gritaram inconformados sobre a longa duração do álbum. Mas a banda parecia não se importar com isso. Todavia, Frontier possui momentos dignos de nota. São os casos de The Alchemist, Coming Home, Isle of Avalon e as duas músicas supracitadas.

O título do álbum mais uma vez colocou em dúvida o futuro do Iron Maiden. Porém, com serenidade inglesa, o grupo prosseguiu a tour pelos cantos do mundo. A turnê incluiu nosso querido Brasil, com um show pra lá de destruidor no Estádio do Morumbi em 2011.

The Book of Souls

Cinco anos se passaram após The Final Frontier, e mais uma vez (como ocorre com toda banda veterana) os fãs juravam que o Maiden não lançaria mais material inédito de estúdio. Para piorar, um câncer acabou afetando Bruce Dickinson pouco após as gravações.

Porém, teimosos e aguerridos como bons ingleses, o sexteto ressurge com The Book of Souls, em 2015, um álbum duplo. O que esperar de mais um álbum do Iron Maiden? Com a idade já avançada dos integrantes, é nítido que o andamento das canções deu uma ligeira diminuída.

Porém isso não tira o brilho de bons números. São os casos de Speed of Light, The Red And The Black e Shadows of The Valley. Sem falar na poderosa balada Tears of a Clown, dedicada ao ator Robin Williams.

Também vale a pena citar Empire of The Clouds, a maior música da história da Donzela. São inacreditáveis 18 minutos de duração!!!

Evidente que comparar esse álbum com clássicos de 30 anos atrás é quase fútil. Entretanto, vale o registro de que Book of Souls não faz feio. É um típico álbum do Maiden pós ano 2000, o que não é pouca coisa.

Concluindo, a discografia do Maiden é rica e merece ser redescoberta por toda uma nova geração de fãs que eram muito novos na época de seus respectivos lançamentos. Esperando o que? Up The Irons!!!

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