Resenha – Pestilence – Hadeon


CLÁUDIO AZEVEDO

Provando a boa fase de lançamentos nesse primeiro semestre de 2018, Hadeon, novo álbum das pestes holandesas do Pestilence, chega quase anunciando seu lugar de destaque nas listas de melhores do ano. O que não é nenhuma surpresa em se tratando de metal extremo da Holanda, que já rendeu ao mundo nomes como Sinister, God Dethroned, Asphyx, Gorefest e muitos outros.

Voltando ao Pestilence, a banda completa 30 anos de estrada em 2018. Pelo menos dois clássicos absolutos saíram dessa jornada, Consuming Impulse e o excepcional Testimony of The Ancients, um dos melhores álbuns de death metal da história. E Hadeon, seu novíssimo lançamento, segue essa linha mais old school, diferente de alguns álbuns experimentais da discografia da banda. E tome bons momentos, como Non Physical Existence, Oversoul, Materialization, todas com os riffs e vocais pra lá de característicos de Patrick Mameli, que sempre foram a marca registrada do conjunto. Mesmo nos pequenos experimentos, como o solo de baixo em Subvisions e os vocais eletrônicos em Astral Projection, tudo soa completamente fiel ao legado do Pestilence.

A produção do álbum definitivamente está de acordo com os tempos atuais, porém não demasiadamente modernosa a ponto de tornar tudo pasteurizado demais. Desde que retomou as atividades em 2009, Hadeon é o melhor trabalho dos holandeses, incluindo aí o excelente Obsideo, de 2013. Para ouvir até os ouvidos sangrarem. E, mais uma vez, a Holanda nos presenteia com death metal de primeiríssima qualidade!

Hadeon
Ano de lançamento: 2018
Gravadora: Hammerheart Records

Formação:
Patrick Mameli (Guitarra, voz)
Septimiu Harsan (bateria)
Tilen Hudrap (baixo)
Santiago Dobles (guitarra)

Faixas:
1-Unholy Transcript
2-Non Physical Existence
3-Multi Dimensional
4-Oversoul
5-Materialization
6-Astral Projection
7-Discarnate Entity
8-Subvisions
9-Manifestations
10-Timeless
11-Ultra Demons
12-Layers of Reality
13-Electro Magnetic

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