Resenha – Relançamentos – Iron Maiden

CLÁUDIO AZEVEDO

A Warner Music, em parceria com o selo Parlophope Records, reeditou quatro álbuns do Iron Maiden, todos remasterizados e com encartes recheados de fotos e informações da época em que cada um foi lançado. O pacote inclui Powerslave (1984), Somewhere in Time (1986), Seventh Son of a Seventh Son (1988) e No Prayer For The Dying. A coleção inteira é simplesmente imperdível para fâs da lendária banda inglesa.

Powerslave

Lançado em 3 de setembro de 1984, Powerslave desperta nostalgia nos fãs brasileiros, pois foi para promover o mesmo que o grupo veio pela primeira vez ao país, no Rock in Rio, em 1985. Segundo álbum gravado com a mesma formação – algo inédito na história da banda até então – , Powerslave contém pérolas inesquecíveis do heavy metal, como Aces High, Two Minutes to Midnight, Rime of The Ancient Mariner e a faixa-título, além de luxuosos “lados B”, como Flash of The Blade e The Duellists. A tour do álbum foi a de maior quantidade de shows da história da banda.

Somewhere in Time

Prosseguindo com Somewhere in Time (1986), álbum que contém uma das capas mais famosas da banda, onde o grupo utilizou recursos inovadores para a época, como guitarras sintetizadas e diversos teclados. Por mais que alguns fãs antigos tenham torcido o nariz, Somewhere in Time traz a formação clássica da banda (Dickinson, Murray, Smith, Harris e McBrain) em total forma, e números eternos como Wasted Years, Caugh Somewhere in Time, Stranger in a Strangeland e Alexander The Great, essa injustamente neglicenciada pela própria banda.

Seventh Son of Seventh Son

O álbum seguinte, Seventh Son of a Seventh Son, continuou com os ambiciosos sintetizadores e as fortes camadas de teclados, em um repertório recheado de músicas que se tornaram favoritas dos fãs, como Infinite Dreams, The Evil That Men Do e The Clairvoyant. Lançado em 1988, o álbum ainda traz uma história de um garoto com poderes de clarividência, nas letras mais complexas da carreira da banda até então. Seventh também marcou a despedida do guitarrista Adrian Smith.

No Prayer For The Dying

Por fim, temos No Prayer For The Dying, de 1990. Com Janick Gers (ex- Gillan e White Spirit) se juntando à tropa, o álbum foi uma tentativa de retorno às raízes da banda, após os excessos de grandiosidade de Somewhere in Time e Seventh Son, resultando em faixas mais cruas e diretas, como Tailgunner, Public Enema Number One, Holy Smoke e Bring Your Daughter To The Slaugher. Os teclados e sintetizadores cederam lugar às guitarras pesadas e sem muitos efeitos de Murray e Gers, incluindo ainda uma abordagem totalmente rústica de Bruce Dickinson. O conteúdo de todos os álbuns você confere abaixo.

Powerslave
1-Aces High
2-Two Minutes to Midnight
3-Losfer Words (Big Orra)
4-Flash of The Blade
5-The Duellists
6-Back In The Village
7-Powerslave
8- Rime of The Ancient Mariner

Somewhere In Time
1-Caught Somewhere in Time
2-Wasted Years
3-Sea of Madness
4-Heaven Can Wait
5-The Loneliness of The Long Distante Runner
6-Stranger in a Strange Land
7-Deja-Vu
8-Alexander The Great

Seventh Son of a Seventh Son
1-Moonchild
2-Infinite Dreams
3-Can I Play With Madness
4-The Evil That Men Do
5-Seventh Son of a Seventh Son
6-The Prophecy
7-The Clairvoyant
8-Only The Good Die Young

No Prayer For The Dying
1-Tailgunner
2-Holy Smoke
3-No Prayer For The Dying
4-Public Enema Number One
5-Fates Warning
6-The Assassin
7-Run Silent, Run Deep
8-Hooks in You
9-Bring Your Daughter to The Slaughter
10-Mother Russia

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