Crítica | Sect of Vile Divinities – Incantation

Se tem algo que os fãs do Incantation não podem reclamar, é da falta de consistência. Afinal, o grupo de John McEntee (guitarra, voz) já possui uma vasta discografia, sendo esse Sect of Vile Divinities, seu décimo segundo álbum de estúdio.

Verdadeira instituição do death metal americano, o grupo iniciou atividades em 1989 e já lançou verdadeiras obras sagradas do estilo, como Diabolical Conquest (1998) e Onward to Golgotha (1994).

A estética do Incantation não mudou, ou seja, death metal misturando velocidade com climas lentos e dolorosos, que sempre resultou em um clima perfeito para um trabalho de death metal.

Essa mistura dá o ar de sua graça em Sect of Vile Divinities, em faixas poderosas como Ritual Impurity, Propitiation e a tétrica Ignis Fatuus, que esbanja aquela aura de pesadelo tão típica do Incantation.

Vale destacar o batera Kyle Severn, dono de uma batida precisa e cirúrgica. E, claro, os vocais infernas de McEntee, cavernosos como sempre, grandes responsáveis pelo poderio do Incantation.

O álbum é longo, conta mais de 40 minutos de porrada, então prepare-se para mais death metal de primeiríssima qualidade em Chant of Formless Dead, Unborn Ambrosia e Siege Hive, que encerra esse novo álbum de forma perfeita. Obrigatório para qualquer deathbanger.

Sect of Vile Divinities
Ano de Lançamento
: 2020
Gravadora: Relapse Records
Gênero: Death Metal

Faixas:
1-Ritual Impurity (Seven of The Sky is One)
2-Propitiation
3-Entrails of The Hag Queen
4-Guardians of The Primeval
5-Back Fathom’s Fire
6-Ignis Fatuus
7-Chant of Formless Dead
8-Shadow – Blade Masters of Tempest And Maelstrom
9-Scribes of The Stygian
10-Unborn Ambrosia
11-Fury’s Manifesto
12-Siege Hive

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