Quarta temporada de La Casa de Papel tem mortes, surpresas e reviravoltas

La Casa de Papel 4

Um dos maiores fenômenos de audiência da Netflix, a série espanhola La Casa de Papel está de volta. A quarta temporada, com oito episódios, já está disponível na plataforma. Tensa do início ao fim, a nova etapa tem mortes marcantes, casais improváveis, personagem transsexual, trisais, beijo gay, reviravoltas e revelações de deixar qualquer um de boca aberta.

Muito difícil falar da série sem escapar um spoiler ou outro, mas pouparei os leitores dos assuntos mais aguardados. Antes é preciso enaltecer o trabalho dos realizadores. Não é fácil dar sequência e prender a atenção do público por tanto tempo com um roubo (ops, dois, se contarmos desde a primeira temporada). E esse trabalho é feito com maestria. Certamente vai ter fã reclamando que vai discutir os métodos adotados.

Por exemplo, se a série não incluísse tanto flashback, incluindo o falecido Berlim em vários momentos, o segundo roubo poderia já ter chegado ao fim. Mas é justamente nessas fases que nos deparamos com surpresas, revelações bombásticas e cenas que ajudam a explicar muito da série.

La Casa de Papel com pequenos spoilers

A quarta temporada começa em meio ao caos: o Professor acha que Lisboa foi executada; Rio e Tóquio explodiram um tanque do exército; e Nairóbi está entre a vida e a morte. A quadrilha enfrenta um de seus momentos mais difíceis, e o surgimento de um inimigo entre suas fileiras colocará o assalto em sério perigo.

O inimigo do momento é o segurança do governador da Casa da Moeda. Um ex-combatente, que enfrentou missões de guerra, conhece o prédio como poucos e possui um armamento pesado.

Não bastasse o estrago que isso vem a causar, a quarta temporada é concluída com um gancho ainda mais tenso. A quinta e possível última temporada deve colocar um ponto final na trama. E dificilmente será com fim feliz. Quem acompanha La Casa de Papel desde o início, sabe que os realizadores não costumam poupar vidas dos integrantes do bando.

Sou suspeito para falar, mas gosto muito da forma como os personagens se desenvolvem ao longo da trama. Alguns que começaram tímidos, sem muita badalação ganham força aqui. E me refiro aos dois lados: polícia e bando.

Nada ruim? Algumas cenas beirando o absurdo seguem no script. Nada comparado com a entrada triunfal de Tóquio com a moto dentro da Casa da Moeda. Mas ainda assim levantam questionamentos sobre isso ser possível.

Mas confesso que não tira os méritos da série. Não podemos esquecer que é ficção, tem como público alvo os apaixonados por filmes e séries de ação. Logo, alguns absurdos acabam passando mesmo.

La Casa de Papel chega em um momento difícil. Mas traz entretenimento para o mundo em tempos de pandemia. E a Espanha, país de origem da série, é um dos mais afetados.

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