Crítica | Spectros – a nova série nacional na Netflix

Spectros é a nova produção nacional na grade da Netflix. Por uma questão de estratégia da gigante do streaming, a série foi praticamente escondida. Sem campanha de divulgação por parte da empresa ou mesmo da produtora responsável, a Moonshot Pictures, Spectros dificilmente terá a popularidade de Samantha, 3%, Irmandade, Mecanismo e Sintonia.

No entanto, essa falta de atenção não significa que seja uma série ruim. Alguns pontos são meio confusos, enquanto outros efeitos chegam a parecer infantis. Falta de recursos, talvez.

Situado no bairro da Liberdade, em São Paulo, Spectros conta a história de um grupo de cinco adolescentes que são acidentalmente atraídos por uma realidade sobrenatural que eles não conseguem compreender e que se conecta ao mesmo local da cidade em 1858. 

Quando confrontados eventos cada vez mais bizarros e sombrios, o grupo chega a uma conclusão inevitável: alguém está trazendo a morte de volta e os espíritos querem vingança pelos erros cometidos no passado.

Em meio aos mistérios do bairro da Liberdade, máfia, religião, conflitos de adolescentes, crimes, vários temas são adicionados ao enredo. 

Interessante que ao fim de cada episódio, um gancho interliga a trama para a sequência. Isso garante que a maratona funcione bem. São apenas sete episódios, com duração média de 40 minutos cada.

Alguns personagens trabalham bem, casos do policial (Daniel Rocha) e Pardal (Danilo Mesquita). Outros ajustes podem garantir uma segunda temporada mais interessante.

Ainda não há uma sinalização para uma provável continuação. A Netflix, normalmente, espera o retorno de audiência das produções para definir o futuro delas. Assuntos a serem explorados não faltam. Só resta o público corresponder a expectativa, que aparentemente é baixa, vide a campanha de divulgação.

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