Crítica: Ninguém Tá Olhando diverte com história leve

Mantendo uma boa média de produções nacionais de qualidade, a Netflix lançou na última semana a série Ninguém Tá Olhando, dirigida por Daniel Rezende (Turma da Mônica – Laços).

Confesso que em um primeiro momento, não me empolguei. Talvez pela quantidade de estreias em outras plataformas, acabei adiando o início da minha maratona de Ninguém Tá Olhando. Bastou apenas o primeiro episódio para mudar de opinião.

Apesar de não ser um tema tão inédito, os realizadores conseguem entregar uma série leve, divertida e feita propriamente para uma maratona rápida. São oito episódios, com duração que varia entre 19 e 30 minutos.

Ulisses (Victor Lamoglia) é o mais novo anjo da guarda no 5511º Distrito. Tutelado pelos veteranos Greta (Júlia Rabello) e Chun (Danielo de Moura) e sob os olhares atentos do inspetor Fred (Augusto Madeira), ele aprenderá as regras do Sistema Angelus e as punições por desobedecê-las.

Os Angelus, como são chamados, não podem deixar de cumprir a Ordem do Dia (algo como cuidar de uma determinada pessoa); não aparecer para os humanos (muito menos se relacionar com eles); não proteger humanos fora da Ordem do Dia (uma espécie de freela sem contrato); além de jamais entrar na sala do chefe.

Incapaz de aceitar as ordens arbitrárias do chefe, Ulisses decide por conta própria ajudar os humanos, quebrando todas as regras em poucas horas. Em uma delas, ele começa a se relacionar com a humana Miriam (Kéfera Buchmann).

Sacadas divertidas do Ninguém Tá Olhando

Os diálogos e sacadas são divertidos. Em uma das cenas, Miriam reclama que não consegue desenvolver sua carreira como astróloga. Ulisses, então, decide convencer as pessoas a usarem os serviços da namorada. Basta uma conversa no pé do ouvido (tal como uma voz interior) e a clientela começa a surgir.

Entretanto, para sua surpresa, Ulisses não sofre qualquer punição por conta das quebras de regras. Será que o chefe está realmente olhando? Quando Fred decide fiscalizar o Angelus, Ulisses é punido. A punição é “assistir o filme Cidade dos Anjos, com Nicolas Cage, até a eternidade”.

O fim da primeira temporada deixou um bom gancho para a sequência. Resta torcer por uma boa renovação que evite cair na mesmice. Mas com Daniel Rezende no comando, dificilmente isso pode dar errado. Vamos aguardar!

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