“Continuamos criando e nos mantendo atualizados”, diz tecladista do Dream Theater

*Desde que estreou no Brasil, em 1997, a banda norte-americana de metal progressivo Dream Theater trouxe muitas novidades e formatos distintos de apresentações para os fãs. Sábado (7), pela primeira vez, o grupo vem com o Dream Festival, evento próprio que acontece na Nova Arena Anhembi, em São Paulo.

Atrativos não faltam. A banda tocará um repertório de três horas de duração, que contempla dentre outros clássicos o álbum Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory, lançado há 20 anos.

E o Dream Theater não é a única atração do evento. Vem acompanhado de nomes marcantes do metal mundial, como Killswitch Engage, Sabaton e Turilli/Lione Rhapsody.

Faixas novas no set

Dentre as novidades previstas para o show do Dream Theater estão alguns sons do último álbum, Distance Over Time, lançado no início do ano.

“É uma turnê muito empolgante por algumas razões. Uma delas é que nosso novo álbum foi tão bem recebido no mundo, que nós estamos tocando muitas canções dele e mesclando com nossos clássicos. A combinação dessas duas coisas criou um show muito empolgante. Além disso, a apresentação tem cerca de três horas. Isso tem gerado muitos comentários positivos”, comenta o tecladista Jordan Rudess, que conversou com o Blog n’ Roll, via telefone.

Aos 63 anos, Rudess, que está na estrada desde 1981, afirma que a disposição dos músicos vem muito pela vida regrada fora dos palcos.

“Nós nos cuidamos muito. Alguns treinam na academia, outros preferem caminhar. Então, nós focamos o tempo inteiro nesses detalhes, para entregarmos nosso melhor no palco, já que é uma profissão que demanda muito”.

Para o tecladista, o Dream Theater se mantém relevante porque não está preso ao passado.

“Uma das coisas mais legais da banda é que estamos sempre evoluindo e continuamos relevantes no cenário. Não é só uma banda que fez sucesso um dia e depende de um catálogo antigo. Continuamos criando e nos mantendo atualizados”.

Parceria com David Bowie

Rudess integra o Dream Theater desde 1999, quando estreou nas gravações do álbum Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory. Paralelamente ao grupo, exerce outras funções e excursiona com projetos variados. Nada que atrapalhe a banda principal.

“Quando não estou no estúdio ou em turnê com a banda, estou muito ocupado. Tenho uma empresa que produz softwares para aparelhos sem fio, mas, além disso, também faço meus trabalhos solo. Ano passado fiz uma turnê mundial de piano. Esse ano, lancei um álbum novo, um projeto progressivo”.

Dentre essas escapadas do Dream Theater, o músico guarda com carinho a lembrança de uma parceria com David Bowie. Junto com o Camaleão, ele excursionou algumas vezes nos anos 1990, além de ter gravado o álbum Heathen (2002).

“Uma história engraçada foi quando eu o conheci. Entrei na sala, ele me olhou e me deu um abraço muito forte. Depois, me contou que estava lendo um livro que tinha um personagem que se parecia comigo. Isso o deixou empolgado”, diz, aos risos.

Serviço

O Dream Festival acontece no sábado (7), a partir das 15h, na Nova Arena Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1.209, em São Paulo).

Turilli/Lione Rhapsody (16h30), Sabaton (18h), Killswitch Engage (19h30) e Dream Theater (21h15) são as atrações.

Ainda há ingressos disponíveis. Eles custam entre R$ 250,00 e R$ 550,00. Para comprar, acesse o site Clube do Ingresso.

*Texto por Lucas Krempel e Caíque Stiva

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