Malévola: Dona do Mal derrapa em roteiro fraco

Em 2014, quando chegou aos cinemas, Malévola mostrou uma nova ótica de um clássico da Disney. Ao invés de apresentar A Bela Adormecida no papel central, o live-action trouxe a origem da antagonista, interpretada de forma interessante por Angelina Jolie.

No primeiro filme, Malévola é uma jovem de coração puro que enfrenta uma traição jamais imaginada. Após o ocorrido, ela se transforma em uma mulher amarga e vingativa.

Agora, cinco anos depois, Malévola: Dona do Mal foca no casamento entre Aurora, a afilhada de Malévola, com o príncipe Phillip. É uma sequência imediata de onde parou a história no primeiro filme.

No entanto, essa união não será tão simples. Por mais que os anos tenham sido gentis com Malévola e Aurora, transformando o sentimento de desgosto e vingança em amor, tudo pode acabar de forma rápida.

Casamento vermelho

O iminente casamento de Aurora com o príncipe Phillip é motivo de comemoração no reino de Ulstead e no reino dos Moors, pois o casamento servirá para unir os dois mundos.

O encontro entre Malévola e os pais do príncipe Phillip, no castelo da família real, todavia, não termina de forma agradável. Em uma sequência de ataques, a paz acaba. E a relação de Malévola e Aurora fica balançada. Para completar, somos informados sobre um ponto fraco da antagonista. Malévola é sensível ao ferro, o que garante uma vasta vantagem ao exército do reino de Ulstead.

A partir daí, uma Grande Guerra se instala entre os reinos dos homens e das criaturas dóceis que acompanham Aurora. O que se vê ao longo das duas horas de filme é uma mistura entre Romeu e Julieta e Game of Thrones (GOT), caso esse fosse produzido pela Disney.

A comparação com GOT pode parecer exagerada para os fãs. No entanto, até um Casamento Vermelho acontece no longa. Claro, no estilo Disney, sem violência ou grandes danos.

A história de Malévola: Dona do Mal não traz qualquer novidade ou algo surpreendente. O objetivo dessa produção é encantar os apaixonados pela Disney.

Fotografia, cenário e efeitos chamam bastante a atenção. O roteiro, entretanto, está longe de ser um atrativo.

Michelle Pfeiffer e Angelina Jolie, as duas mães na linha de frente, são os destaques do elenco, que reúne ainda vários coadjuvantes sem muito brilho.

Vale a ida ao cinema? Se você ama essa franquia ou é apaixonado por tudo que é produzido pela Disney, vá! Nem precisa da opinião do crítico. Caso contrário, invista em outro filme.

Ficha técnica

Malévola: Dona do Mal. Maleficent 2. EUA. Disney. 120 minutos. Direção de Joachim Rønning. Com Angelina Jolie, Elle Fanning, Chiwetel Ejiofor, Sam Riley, Harris Dickinson, Ed Skrein, Imelda Staunton, Juno Temple, Lesley Manville e Michelle Pfeiffer.

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