Crítica: Maquinas – O Cão de Toda Noite

O Cão de Toda Noite é o segundo álbum da banda cearense Maquinas. Trazendo uma pegada mais puxada para o rock progressivo e jazz, a banda cearense surpreende de forma agradável.

Anteriormente, a banda optava por uma mistura de sons confusa, transitando entre o post-rock e o dream pop. Esses elementos por vezes acabavam conflitantes, de uma maneira que o som se apresentava como sofisticado, porém indelicado.

Surpreendentemente ao inserir alguns elementos mais voltados para o math-rock e free jazz, a banda alcançou o auge de sua performance.

O álbum

Logo na primeira faixa já podemos perceber que este não se trata de um disco com um forte apelo comercial. Desde o início a banda faz questão de mostrar suas influências e deixa-las bem explicitas.

Apesar de terem abandonado quase que completamente as influências do dream pop, ainda podemos perceber uma pitadinha de post-rock em suas músicas. Uma faixa em que isto se torna evidente é Meia Memória.

Conclusões

Embora seja pouco acessível para a maioria, Maquinas fez um grande trabalho com O Cão de Toda Noite. A banda conseguiu introduzir elementos a sua música que encaixaram surpreendentemente bem com as suas propostas.

No mais, este é certamente um dos principais lançamentos do rock alternativo que tivemos este ano. Recomendo que ouça este disco com bastante calma, pois é de fato uma grande obra.

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