Resenha – Human Target – Thy Art Is Murder

Com 15 anos de estrada, os australianos do Thy Art is Murder sempre foram um dos principais nomes do deathcore, vide álbuns mortíferos como Dear Desolation (2017) e Hate (2010). Em Human Target, seu quinto e novo álbum, a história prossegue. Não há maiores novidades. Apenas o Thy Art Is Murder executando seu metal insano, veloz e pesado, muito pesado.

Alguns podem acusar o deathcore de repetir fórmulas pré-estabelecidas, gerando bandas parecidas entre si. Porém isso não deve ter lá tanta importância quando faixas destruidoras como New Gods e Death Squad Anthem invadem os fones.

Guturais poderosíssimos de CJ McMahon conduzem um instrumental recheado de momentos de terror, com blastbeats, breakdowns e riffs sincopados. É deathcore puro, de estremer estruturas.

A faixa-título é outro momento digno de nota, assim como as matadoras Make America Hate Again, Welcome Oblivion e Atonement, que são capazes de deixar com os dois pés atrás quem estava duvidando do poder dos australianos.

Comparando com trabalhos anteriores, podemos afirmar que Human Target está no mesmo nível que Holy War (2015) e o já citado Dear Desolation. Ou seja, a banda atingiu a maturidade e encontrou seu habitat natural, fazendo toda sua brutalidade fluir sem barreiras. Assim como o próprio deathcore, que entrará na década de 2020 como um dos gêneros mais brutais da história do metal. Massacre!

Human Target
Ano de Lançamento
: 2019
Gravadora: Nuclear Blast

Faixas:
1-Human Target
2-New Gods
3-Death Squad Anthem
4-Make America Hate Again
5-Eternal Suffering
6-Welcome Oblivion
7-Atonement
8-Voyeurs Into Death
9-Eye For An Eye
10-Chemical Christ

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