Críticas: Slipknot, Down by Law, Strung Out, Sick Dogs in Trouble, Ride…

WLAD CRUZ

Slipknot – We Are Not Your Kind

Um dos álbuns mais esperados do ano, o sexto disco do Slipknot entrega tudo o que o fã espera da trupe de Corey Taylor. Remetendo bastante ao disco autointitulado e o seguinte, Iowa, o grupo parece buscar em seu DNA a fórmula que surpreendeu e conquistou milhares de fãs na virada do milênio. Apesar disso, o mais interessante é mesmo quando a banda sai da zona de conforto, como em Unsainted.

Down By Law – Quick Hits Live In Studio

Para relembrar a visita da banda a Santos em 1999, o Down By Law lançou este novo álbum ao vivo, que como o título indica, apresenta 15 hits da carreira de seu vocalista/compositor Dave Smalley gravados ao vivo em estúdio. Entre as faixas, clássicos do hardcore americano como No Equalizer, Punk Won e Values Here, do Dag Nasty.

Pere Ubu – The Long Goodbye

De difícil digestão e criatividade a todo vapor, o Pere Ubu caminha sobre a terra desde 1975. David Thomas, seu mentor, aqui trabalha em canções tortas que unem sintetizadores, vocais declamados e estruturas não ortodoxas. São 38 minutos de música que vem fechar uma história de 45 anos de carreira. Isso porque já que foi anunciado como último trabalho de estúdio.

Barão Vermelho – Viva

O primeiro disco do Barão com Rodrigo Suricato nos vocais soa exatamente como um disco do Barão clássico com Frejat nos vocais. A identidade da banda está tão clara nas composições que é possível imaginar a voz do antigo vocalista em todas elas. Se por um lado isso nos é confortável, por outro dá pra sentir falta de mais da personalidade do novo (e ótimo) vocalista.

Sick Dogs In Trouble – Glitter In The Gutter

Por volta de 2003 o cenário nacional recebeu um revival de hard rock apunkalhado capitaneado pelos Forgotten Boys. Em 2019 esse som não é mais hype, mas ainda gera bons frutos. Referências como The Hellacopters e Backyard Babies dão o tom das cinco faixas deste EP de estreia do grupo paulistano que capricha nos riffs e refrões.

Soundgarden – Live From The Artists Den

Álbum póstumo ao vivo gravado em 2013 durante a tour do disco King Animal (2012) na cidade de Los Angeles. Chris Cornell e seu vocal de timbre único em clássicos como Outshined, Black Hole Sun e My Wave, além de Blind Dogs, faixa de 1995 tocada pela primeira vez nesta ocasião. Em CD duplo, LP quadruplo, e também versão em blu-ray.

Picture – Wings

Fiéis à sua própria história, os holandeses do Picture lançam novo álbum em uma carreira que completa 40 anos. Baseando-se no hard n’ heavy tradicional, o grupo apresenta um consistente trabalho de guitarras, mas também não tenta inovar, tampouco soar moderno. A dobradinha Is It Real e Blown Away são as faixas mais curtas, heavy e interessantes do trabalho.

Strung Out – Songs Of Armor & Devotion

Um dos nomes favoritos dos amantes do hardcore melódico noventista continua na ativa e lançando bons discos, um seguido do outro. Nem bem esfriaram de um lançamento em 2018, já soltaram outro este ano. De riffs bem trabalhados, cozinha veloz e vocais harmônicos, os 13 sons deste novo CD não ficam nada a dever para clássicos como Twisted By Design ou Exile In Oblivion.

Killswitch Engage – Atonement

Rotulados por ai de ‘metalcore’, o KsE se firmou como um dos nomes mais fortes do metal contemporâneo, principalmente após o retorno de seu vocalista original, Jesse Leach, que aqui não mede esforços e coloca o gutural pra fora sem medo em 11 faixas. Além dele, pintam vozes de Chuck Billy (Testament) e do ex-vocalista Howard Jones, mostrando que tudo continua bem em casa.

Sugar Ray – Little Yachty

Figurinhas carimbadas das rádios, MTV e trilhas de videogame nos anos 1990, o Sugar Ray sumiu da mídia e estava sem lançar nada há 10 anos. Retornam mais pop do que nunca, em uma vibe praiana que serve hoje mais para as paradas pop-descartáveis do que para o público do rock. Algumas baladas do álbum ainda grudam no ouvido, mas ainda é pouco para convencer.

V/A – Red, Gold, Green & Blue

O selo Trojan Jamaica, capitaneado por Zak Starkey (Oasis, The Who, filho de Ringo Starr) estreia por aqui com esta coletânea que reúne versões de clássicos do rock feitos por nomes da música jamaicana em releituras ska / rocksteady / reggae / dub, entre eles o clássico Toots and the Maytals – que gravou Fleetwood Mac, e Mykal Rose que registrou sua versão para um som do Screamin’ Jay Hawkins.

Ride – This Is Not A Safe Place

Em seu segundo álbum desde o retorno às atividades, o Ride mantém o produtor Erol Alkan, mas solta as amarras que faziam o disco Weather Diaries ser tão excelente quanto comedido. Agora a banda se permite mais. Deixa isso claro desde a primeira faixa, uma quase colagem cheia de noise e batidas em loop. Aqui o Ride olha pra frente sem medo, e sem largar suas guitarras.

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