Santos Jazz Festival #03 – Funk Como Le Gusta apresenta set eclético

Manter uma banda em atividade durante um longo período tem se tornado um desafio cada vez maior para aqueles que decidiram seguir carreira no meio musical. Quem consegue permanecer unido após décadas marca, de certa forma, seu nome na música nacional. Por isso, o grupo Funk Como Le Gusta pode ser considerado um vencedor.

Formada em 1998, a big band paulistana ainda está comemorando os 20 anos de estrada com shows por todo o País. E nesta sexta-feira (26) sobe ao palco dos Arcos do Valongo (Rua Comendador Neto, 3, Centro) dentro da programação da 8ª edição do Santos Jazz Festival, cuja abertura aconteceu na quinta (25) à noite, no Sesc Santos. O show desta sexta começa às 23h30 e é gratuito.

“Gosto da ideia de tocar em um festival de jazz que privilegia a música, dando liberdade à improvisação, a novos conceitos e a uma grande variação de ritmos”, comenta o músico Kito Siqueira, que toca saxofone na banda desde a sua formação.

Para ele, outro fator que merece ser destacado é o custo zero ao público, garantindo assim um livre acesso à cultura. “Acho incrível a ideia da cidade em oferecer um evento desse tipo aos moradores da região. Esse é o caminho certo para formar público e aprimorar o seu conhecimento musical”, garantiu.

Esta não é a primeira vez do Funk Como Le Gusta na região. “Santos sempre foi reconhecida pelo cenário musical fortíssimo, e sempre que tocamos aqui somos bem recebidos. Por isso, gostamos de voltar à Cidade”, revelou.

Os fãs da big band, composta por dez integrantes, se divertirão muito nesta noite, como garante.

“Preparamos um repertório bem eclético, do jeito que a gente gosta. Então, tocaremos músicas de álbuns já lançados a faixas que estamos trabalhando no momento”

Kito Siqueira, saxofonista

Longevidade do Funk Como Le Gusta

No último ano, o grupo completou duas décadas de existência. Para os integrantes, a receita foi simples: “Amizade, objetivos em comum, cumplicidade e, é claro, o retorno positivo do público”.

A união de todos esses elementos fez a big band chegar ao patamar que se encontra atualmente, conforme garantem.

Apesar da longevidade, a FCLG sempre deu mais importância aos shows do que a discos e DVDs. Nesse período, foram lançados apenas quatro CDs autorais, um CD remixado e um único DVD.

Mas o próximo ano deve dar novos ares à banda. “Já no começo de 2020, esperamos ter um novo trabalho no mercado musical. Temos parcerias que deverão se concretizar em um futuro próximo”.

TEXTO: GUILHERME GASPAR / A TRIBUNA

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