No retorno a São Paulo, The Neighbourhood empolga fãs

Na última quinta-feira (13), a banda norte-americana The Neighbourhood retornou para São Paulo. Depois do sucesso estrondoso no Lollapalooza e Lolla Partie em 2018, o grupo voltou para mais uma dobradinha, agora no Tom Brasil. O repeteco é nesta sexta (14).

O cenário foi bem parecido com os shows do ano passado. Às 21h30, as luzes da casa se apagaram e a gritaria do público começou. Com a íntima How, do álbum I Love You, o quinteto entrou no palco e deu início a uma apresentação calorosa e intensa.

Sem tempo para conversar

Para não perder o embalo do público e otimizar o tempo, a banda mal fez intervalos durante as músicas. Na sequência, com a aclamada R.I.P. 2 My Youth, o Neighbourhood tirou os fãs do chão.

E assim seguiu, com Dust, Afraid e You Get Me So High. Posteriormente, o hit Cry Baby, um pouco mais suave, acalmou um pouco os ânimos do público.

Nesse período onde a banda engatou a sequência de músicas, o vocalista Jesse Rutherford mostrou que se sente em casa. Ele foi diversas vezes até perto do público, dançou com seu estilo desengonçado, porém verdadeiro.

Bem como se balançou em um microfone pendurado com uma corrente. Tudo com muita energia e entusiasmo.

Em seguida, o agito diminuiu um pouco mais e as músicas mais tranquilas, com a cara da banda. Quando Prey, Paradise e Wiped Out! entraram em cena, ela levaram um show de luzes e transformaram o Tom Brasil em um ambiente bastante intimista. E em alguns momentos, até psicodélico.

Entretanto, o momento de paz acabou quando a introdução de mais um hit. Daddy Issues fez novamente a casa inteira soltar a voz, seguida por Void e Blue. Ambas do mais recente álbum, mas que caíram no gosto dos fãs.

Uma faixa que fez falta no setlist por ser, na opinião dos fãs, uma das melhores de The Neighbourhood foi Nervous. Certamente, ela caberia perfeitamente neste momento da apresentação.

Foto: Van Campos / Estadão Conteúdo

Momento hip hop do The Neighbourhood

O hip hop entrou em cena com Livin’In A Dream. Ela é uma parceria com o rapper Nipsey Hussle, que foi assassinado no fim de março. Com uma vibe festiva e animada, a faixa fez Jesse se soltar ainda mais no palco. Bem como mostrou que o vocalista tem uma queda bem grande pelo estilo.

Detalhe interessante: ao contrário das outras vezes que se apresentou no Brasil, Jesse manteve sua camisa até o fim do show. Embora um grupo de fãs que pedia para o vocalista tirá-la.

Depois do momento rapper de Jesse, o show se encaminhou para o fim. Antes do “sprint” final, porém, o vocalista sacou um violão e tocou uma versão acústica de Sadderdaze. A canção foi entoada em coro pelo público, que deu um show a parte com lanternas apontadas para o palco.

Foto: Van Campos / Estadão Conteúdo

Sucessos na reta final

Após a calmaria do acústico, The Neighbourhood tocou o maior sucesso do último álbum: Scary Love. Mais uma canção bastante animada, que levou o público a um “pré-auge” de entusiasmo.

Porém, só não foi maior que o de Sweather Weather. No caso, a música mais conhecida do grupo e penúltima faixa tocada na apresentação.

Para finalizar a noite, claro, outra música do álbum Hard To Imagine The Neighbourhood Ever Changing. Stuck With Me foi a escolhida para acabar a performance e deixar o público com gostinho de “quero mais”. Mas com a garantia de que, certamente, terá mais em breve.

Apesar da pouca interação com os fãs nos intervalos das músicas, The Neighbourhood fez um show carismático, performático, intenso e animado, com todas as características esperadas pelos fãs da cidade que mais os escuta no planeta.

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