Lançamentos: Sonic Youth, EODM, Duff McKagan, Stray Cats…

WLAD CRUZ

Sonic Youth – Battery Park, NYC July 4th 2008

Apesar de estar inativo desde 2011, o Sonic Youth lançou nas redes de streaming este disco ao vivo, que foi divulgado originalmente como vinil bônus do LP The Eternal (2009). O show de dez faixas possui setlist baseado principalmente no disco Daydream Nation, mas também apresenta clássicos de outras fases, como 100% e Bull In The Heather. Belo registro.

EODM – Presents Boots Electric Performing The Best Songs We Never Wrote

Depois da ótima repercussão de sua versão para Save A Prayer do Duran Duran, o EODM apresenta um disco inteiro de releituras. Apropriando-se totalmente das melodias e recriando-as de forma autoral, o grupo não tem medo e se arrisca mexendo em clássicos como God Of Thunder do Kiss, It’s So Easy do Guns N’ Roses, e até mesmo radicalizando Careless Whisper do George Michael ou transformando Ramones num quase blues.

Stray Cats – 40

Comemorando 40 anos de carreira o trio original responsável pelo resgate do rockabilly – Brian Setzer, Slim Jim Phantom e Lee Rocker- resolveu lançar seu primeiro álbum de estúdio em 26 anos. O resultado são 12 músicas tão boas que poderiam estar em qualquer um dos clássicos do grupo lançados nos anos 1980. Além dos rocks à lá anos 50, a banda ainda se arrisca com a 60’s Cry Danger, a sua Day Tripper.

Nebula – Holy Shit

Após dez anos sem lançar discos, o Nebula retorna com novo álbum que mantém intacta sua força stoner rock. Flertando com a psicodelia e com o rock de garagem – tem muito de The Stooges aqui, por exemplo – a banda retoma a atividade com status de formação cult e influente no chamado desert rock. Nove longas faixas cheias de dinâmica estilo power-trio, com muitas passagens interessantes e criativas. Retorno deluxe.

Duff McKagan – Tenderness

Duff McKagan, além de baixista do Guns N’ Roses, também é a face punk do mega-grupo hard rock. No entanto, neste novo disco solo, como o título entrega (“Ternura”), o que temos é um Duff mais tenro, doce, trabalhando em cima de boas melodias, muitas delas operando em cima do folk americano. Aqui Duff divide as composições e a produção com o artista country e vencedor do grammy Shooter Jennings, que inclusive disponibilizou sua banda inteira como base musical deste álbum.

Perry Farrell – Kind Heaven

O eterno vocalista do Jane’s Addiction / Porno For Pyros e chefão do festival Lollapalooza chega com novo trabalho solo, mesclando conteúdo político com clima festeiro e convidados deluxe. Seguindo seu histórico avant-garde, Farrell mistura electro, rock, acústico e som étnico em canções que carregam seu DNA em cada passagem musical. Salada pop para ouvidos educados pelo alternativo.

Hot Water Music – Shake Up The Shadows

O novo EP do Hot Water Music chega justamente quando a banda completa 25 anos de sua formação. A voz rouca de Chuck Ragan dá as caras mais rasgada do que nunca, o que coloca o disquinho de cinco faixas como uma experiência próxima do que é a banda ao vivo. De volta à Epitaph, e tendo tocado recentemente os discos No Division e Caution na íntegra por conta das comemorações, a reconexão do HWM à sua essência é clara. Seguem firmes.

Frank Iero & The Future Violents – Barriers

O guitarrista do finado My Chemical Romance se despiu da pompa de sua banda original, mas mesmo fazendo algo mais enxuto ainda flerta bastante com a musicalidade de seu ex-grupo, principalmente da fase Three Cheers For Sweet Revenge. Em Barriers há passagens mais punk rock – como em Moto Pop ou Police Police, mas também carrega muito de rock alternativo e do tal ‘emo’ como fora rotulado outrora.

Texas Hippie Coalition – High In The Saddle

Sexto trabalho do quinteto texano que aposta seu som e um southern rock de toneladas. As guitarras pesadas e o vocal grave de Big Dad Rich estão presentes, mas o THC também passeia fora da zona de conforto, com algumas passagens acústicas e arranjos no piano em power ballads que vem para quebrar a sequência de riffs – e a banda se sai muito bem nessa, vide Why Aren’t You Listening, baladona southern que salta aos ouvidos.

O Inimigo – Contrariedade

Este é o primeiro registro d’O Inimigo com o vocalista Wellington Marcelo, que substituiu Alexandre Fanucchi em 2016. Além de Wellington, pra quem não conhece, vale citar que a banda conta com Juninho (RDP) e Fernando Sanches (CPM 22) em sua formação. No som, punk rock melódico com forte conteúdo sócio-político. A banda toca em Santos no próximo dia 29, lançando este disco no Boteco Valongo.

Bracket – Too Old To Die Young

Conhecidos nos anos 1990 pelos álbuns lançados pela Fat Wreck Chords, o Bracket voltou resgatando muito do espirito desta época. Apesar de ser uma banda de punk rock melódico, arriscaram em seu último trabalho – um disco de uma faixa só com 26 minutos. Mas agora retornam com um álbum ‘padrão’, contendo 11 sons que falam diretamente aos velhos fãs, skatistas e surfistas.

Diamond Head – The Coffin Train

Muita gente conhece o Diamond Head somente por conta do cover de Am I Evil? gravada pelo Metallica. Porém, o guitarrista original Brian Tatler tenta mudar isso lançando novos álbuns com lineup renovado. Neste rebento, o vocalista Rasmus Bom Andersen se destaca. Ele lembra muito o finado Chris Cornell. No entanto, Tatler também leva o grupo para uma sonoridade um pouco distante de sua essência original de speed metal. Ainda assim, vale a audição.

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