De volta ao formato de sucesso, Titãs apresenta Acústico em Santos

JÚNIOR BATISTA

Mesmo que você não goste muito de rock, provavelmente já deve ter ouvido uma canção ou outra do disco Titãs Acústico MTV ao longo da vida. E vai dar para fazer um revival neste sábado (18), no Teatro Coliseu (Rua Amador Bueno, 237, Centro, Santos), a partir das 21h, no show da turnê Titãs Trio Acústico. Branco Mello, Sérgio Brito e Tony Bellotto terão a participação de Mário Fabre e Beto Lee.

Para se ter uma ideia, o disco é considerado um marco na história do rock brasileiro e também um divisor de águas nos discos acústicos do País, segundo os roqueiros paulistas.

“Foi o acústico que mais vendeu. Um disco extremamente importante pra gente. Em 2017, ele completou 20 anos e os fãs cobravam muito uma comemoração desde então”, explica Belotto, em entrevista por telefone.

Como naquele ano, o grupo estava muito envolvido na produção e lançamento da ópera-rock Doze Flores Amarelas, e o projeto foi adiado. Porém, veio em grande estilo.

“O Titãs Trio Acústico vai além de uma comemoração dos 22 anos do acústico, tem personalidade própria. É um show muito especial, intimista. Pela primeira vez contamos histórias, conversamos com o público. Relembramos e comemoramos o acústico”.

Interação

Durante o show, os fãs poderão fazer perguntas e os músicos trocam ideias entre si. É a primeira vez que o Titãs faz isso. “O que motiva a gente sempre é a novidade, o desafio, isso sempre impulsiona a gente em nossa carreira”.

Além das canções do disco acústico, há clássicos como Epitáfio, Enquanto Houver Sol e Porque Eu Sei que é Amor. No show, há também participação de Beto Lee e Mário Fabre, com violão, piano, guitarra acústica, contra-baixo e bateria. Mário e Beto são músicos de apoio da banda. Mário desde 2010 e Beto, 2016.

“São músicos que estão totalmente inseridos no modo estilo titânico e sempre abrilhantam e trazem ideias. A partir do momento que entram, o show ganha muito”.

Para Branco, o show é, ao mesmo tempo, divertido e emocionante pelas lembranças que traz nessas histórias. “Lembramos de coisas que nem estão nos roteiros. Cada show é diferente do outro e isso é muito bom”.

Na visão de Sérgio Brito, outro fator que deixa o show ainda mais especial é ver as gerações que acompanham os músicos. “É muito perceptível no show, especialmente nesse, duas gerações ou mais acompanhando. É muito bacana perceber que existe essa relação de compartilhar carinho pela banda. É uma sensação maravilhosa”, assinala.

Lembranças de Santos

Outro fator importante é a própria Cidade. Estar em Santos é sempre motivo de relembrar algo curioso. No começo da carreira, nos anos 80, eles tocaram muito no antigo Caiçara Clube.

“O salão era no segundo andar. Um salão grande. Lembramos perfeitamente que, como ficava muito cheio, as pessoas começavam a pular e todo o piso começava a balançar. Teve uma vez que as caixas de som quase caíram, tanto que ficavam seguras por correntes”, lembra Brito.

O músico também recorda da Whats Up, banda de hardcore que teve Chorão como vocalista nos anos 80. Ela veio antes da Charlie Brown Jr.

“A primeira vez que vimos o Chorão foi quando ele fez nossa abertura com essa banda. Ele foi, invadiu nosso camarim, ficou abraçando e beijando a gente. Aconteceram coisas incríveis em Santos”.

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