Pela primeira vez em Santos, Maglore celebra dez anos e projeta disco novo

Foto: Duane Carvalho / Divulgação

A banda baiana Maglore está celebrando dez anos de carreira. E na esteira dessa trajetória segue trabalhando a divulgação do incrível Todas as Bandeiras, quarto disco de estúdio, lançado em 2017. Nesta sexta-feira (17) será a vez de Santos receber os caras. A apresentação será no Boteco Valongo (Rua São Bento, 43), a partir das 22h, com abertura das bandas Cronistas e Teorias do Amor Moderno. O ingresso custa R$ 20,00.

“O balanço que a gente faz é super positivo. A gente nunca imaginava, quando a banda começou, que teríamos essa base de público. São pessoas que se identificam com o som, o que sustenta a coisa”, comenta o baterista, Felipe Didier.

Desde 2012 residindo em São Paulo, os integrantes já pensam no sucessor de Todas as Bandeiras.

“Não sei o que esperar para os próximos dez anos, não sei se eles vão existir. Não estou dizendo que a banda vai terminar, mas dez anos é muito tempo. Não sei se vamos chegar aos 20 anos de banda, mas a gente planeja gravar um outro disco. Vamos continuar divulgando Todas as Bandeiras ao longo desse ano e gravar um no próximo ano”.

Deixa com o Tremendão

Além dos hits de Todas as Bandeiras, o show da Maglore traz uma novidade: Não Existe Saudade no Cosmos. Composta pelo vocalista Teago Oliveira, a canção foi gravada por Erasmo Carlos em seu último disco, Amor é Isso.

“O Teago recebeu uma ligação do Marcos Preto, que fez a direção musical do último disco do Erasmo, e ele perguntou se tinha músicas para ele dar uma olhada. O Teago mostrou duas músicas, uma delas era essa que é uma que estava gravada, já finalizada, para entrar em Todas as Bandeiras. A gente acabou tirando ela do disco, deixando pra lançar posteriormente”, comenta o baterista.

Didier conta que foi um “alegria tremenda”ver um ídolo de toda banda gravando uma música deles. “A ideia existe sim de lançar essa música. Ela está finalizada desde 2017”.

Mais sobre o disco novo

Não Existe Saudade no Cosmos fará parte de uma sequência de singles que serão divulgados em breve, visando o lançamento do DVD ao vivo do Maglore. “É um DVD com registros de um show que a gente fez no Cine Joia, lá em São Paulo, em janeiro. Teve a gravação em áudio e vídeo desse show. A gente está nessa fase de mixagem pra lançar”.

Sobre o novo disco, o baterista explica que os integrantes já “começaram a brincar com alguns rascunhos”. “Existe também o plano desse ano ainda se juntar em um sítio para fazer um som, brincar com as músicas, como a gente vem fazendo desde Vamos pra Rua (2013). É uma espécie de retiro para ficar um tempo focado naquilo”.

Por ser a primeira vez do Maglore em Santos, o baterista conta que o set será bem equilibrado, passeando pelos quatro discos de estúdio da banda. “Será uma mescla. Todas as Bandeiras é um disco que a gente fatalmente vai tocar mais do que os outros, mas sem dúvida muita coisa do três vão estar também”.

Regravado por duas cantoras

Recentemente, além de ter sido gravado por Erasmo Carlos, o Maglore viu duas grandes cantoras registrarem um hit deles: Motor, do Vamos pra Rua, entrou nos últimos trabalhos de Gal Costa (A Pele do Futuro) e Pitty (Matriz).

“Sem dúvida que ajuda sempre a alavancar um pouco mais no sentido de levar as músicas da banda para um público mais amplo. A gente fica superfeliz, é uma emoção enorme o fato ter uma gravação feita pelas duas”.

De acordo com Didier, as duas cantoras deram um ar original, mas se aproximaram da gravação da Maglore.

“A gente adorou as músicas. Elas são versões que elas de alguma maneira também se aproximam um pouco do original, com relação a clima e andamento. Por outro lado, a interpretação de ambas. Cada uma colocou sua marca ali e houve uma apropriação do arranjo da música”.

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