Maglore estreia com o ‘pé direito’ em Santos

Fotos: Tyna Cardoso / Caricaturas: Alex Ponciano

A Maglore estreou em Santos na última sexta (17). Na oportunidade, o Boteco do Valongo serviu de palco para o grupo baiano, que fez-se de Motor para agitar toda a plateia ali presente.

As bandas de abertura

A noite foi aberta pela santista Cronistas e pelos paulistanos do Teorias do Amor Moderno. A primeira banda, apertada no pequeno palco do local, já que conta com seis integrantes em sua formação, foi um pouco tímida mas interessante ao expor um setlist autoral, recheado de efeitos de teclado na linha de The Killers e afins.

Já o trio Teorias do Amor Moderno, não teve a mesma audácia e iniciou sua performance com um cover de Nostalgia, do Vivendo do Ócio. Com isso, empolgaram mais o público, que finalmente levantou das cadeiras.

O esquenta fez até com que Felipe Dieder, baterista da Maglore, levantasse em dado momento. O grupo, que passou boa parte do tempo completamente acessível aos fãs, com parte dos integrantes sentados em mesas ao fundo – enquanto Teago descansava na van (porque, de acordo com a produção, teria acabado de retornar de Belo Horizonte, onde trabalha no seu primeiro álbum solo).

O show da Maglore

Já era pouco mais de 1h da manhã. E a Maglore finalmente subiu ao palco, sem mais delongas, tocando Me Deixa Legal. A música foi seguida por Clonazepam 2mg e Todas As Bandeiras, sendo esta última a faixa-título do álbum que o quarteto baiano segue divulgando desde 2017.

Toda a sonoridade destas, inclusive, me remeteram diretamente aos Beatles. Ok, isso pode ter ficado inconscientemente fixado na minha mente devido ao que vocalista e guitarrista, Teago Oliveira, me afirmou pouco antes da apresentação. Para ele, os garotos de Liverpool correspondem à “principal influência” da Maglore.

E bem, pode-se dizer que eles realmente contam com isso, principalmente na veia pop que nitidamente atravessa toda discografia da banda. E por falar em discografia, vale pontuar que a mesma foi muito bem pautada em todo o repertório. Isso porque todos os quatro álbuns do grupo tiveram vez no set. Ás Vezes Um Clichê, do debut Veroz (2011), foi muito bem recebida.

Enquanto, Motor (sim, a mesma que foi parafraseada no início desse texto), por sua vez, serviu como uma espécie de quebra, ou um momento “mais triste”, por assim dizer, na oportunidade. Essa faixa foi originalmente gravada no álbum Vamos Pra Rua (2013). Vale pontuar que a música ganhou versões de Pitty e Gal Costa, recentemente.

Crédito: Tyna Cardoso

Os hits Se Você Fosse Minha, Ai Ai e Café Com Pão, todos do disco III (2015), foram o destaque da noite. Nestas três músicas, havia uma energia realmente diferente – e positiva. Nelas, e em tantas demais, o público cantou à beça.

Energia cai, mas baile segue

Um momento inusitado marcou uma das últimas músicas do setlist da Maglore. Quando a banda iniciou o riff de Valeu Valeu, parte das luzes se apagaram e apenas algumas lâmpadas vermelhas iluminavam o palco, sendo estas somadas às lanternas dos celulares dos fãs que de imediato apontavam-as para o palco. O que parecia ser apenas um breve problema de luz, no entanto, transcendeu-se para os equipamentos de som. Isto levando em consideração que os microfones simplesmente pararam de funcionar.

Apesar do engasgo, a Maglore não deixou-se abater e seguiu tocando a canção, mesma sem as linhas vocais. Ou seja, fizeram uma versão instrumental da faixa. Com a volta do funcionamento normal das luzes e dos microfones, quase que simultânea ao então encerramento da música, o grupo tocou novamente, agora incluindo a letra na reapresentação da faixa.

Teago ainda aproveitou o ocorrido para agradecer os organizadores do evento e ao público presente. Mas também brincou com a situação.

“Obrigado Elektro Paulo por ter caído a energia e ter voltado no mesmo tempo (em que a música retornou). Obrigado a todos vocês. Um dia a gente se vê de novo!”, pontuou.

Encerramento

Crédito: Hanna Fidalgo

A conhecida Mantra foi a última música da performance, porém foi antecedida por Aquela Força. Com elas, os baianos conseguiram o feito de encerrar a noite com a “energia lá em cima”. Ficou um “gostinho de quero mais”, devo admitir. Isso ficou claro quando toda a plateia pediu um segundo bis, numa tentativa de fazer a banda tocar a faixa Eu Consegui. A Maglore não retornou ao palco outra vez. Contudo, o público emocionou ao cantá-la enquanto o quarteto – também formado Lucas Oliveira (baixo) e Lelão (guitarra) – descia do palco.

Cobertura artística

O Cartunista Repórter do Blog’N Roll, Alex Ponciano, também esteve presente por lá. E ele fez uma arte mais do que especial em homenagem à Maglore e o Teorias do Amor Moderno.

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