Do Carbona ao The Damned Things; Do Statues on Fire ao Cranberries

WLAD CRUZ

Ratazanamente
Magaivers

Os curitibanos do Magaivers prestam tributo a outras bandas independentes que os influenciaram e/ou foram importantes para sua história gravando suas músicas. Em meio a Zumbis Do Espaço, Pinheads, Carbona e Muzzarelas, um quase deslocado Léo Jaime é relembrado em uma versão do clássico Fórmula Do Amor. Tributo divertido aos amantes de bubblegum.

Living In Darkness
Statues On Fire

Em seu terceiro álbum, o quarteto do ABC paulista pisa no acelerador e não economiza no peso para falar de sua visão de mundo. Os ex-Nitrominds e seus asseclas preparam mais uma tour européia tocando faixas hardcore que em boa parte tratam do atual momento no Brasil, tendo como música de trabalho do álbum a faixa Marielle, canção-tributo a deputada executada ano passado. Agressivo e político.

You’re Welcome
Cokie The Clown

Fat Mike, vocalista do NOFX – banda essencial para o hardcore punk noventista americano, aqui assume a persona de Cokie The Clown, um palhaço deprimido que através de canções minimalistas expõem suas experiências traumáticas e reais. No álbum o vocalista trata de assuntos barra-pesada de sua vida, falando sobre a morte de amigos, overdoses, abandono parental e até a eutanásia de sua mãe. Pesadíssimo.

Vingue No Ringue
Carbona

Os cariocas do Carbona, outrora figurinha carimbada nos shows underground de Santos, chegam a seu décimo disco de inéditas. São 10 novas faixas de punk rock bubblegum cantadas em português, carregadas daquela simplicidade e (quase) inocência a lá jovem guarda. Ainda assim, a banda continua rocker e afirma na sétima faixa do disco: “Quando eu morrer me enterrem com camisa preta de banda…”

High Crimes
The Damned Things

Segundo disco do supergrupo formado por Joe Trohman e Andy Hurley do Fall Out Boy, Scott Ian do Anthrax, Keith Buckley do Every Time I Die, e Dan Andriano do Alkaline Trio. A mistura de estilos e backgrounds aqui resultam em canções de rock com a guitarra à frente e uma forte veia radiofônica, em alguns momentos invocando referências setentistas, em outros soando como algo mais moderno, equilibradamente.

In the End
The Cranberries

Encerrando sua carreira com dignidade, o Cranberries finalizou e lançou as últimas gravações de sua vocalista Dolores O’Riordan, faixas que estavam sendo trabalhadas antes de seu falecimento. O disco abre com All Over Now e encerra com a faixa título, dando clima de despedida em todo o disco. Triste, porém um honesto último registro de uma das maiores vocalistas dos anos 1990.

Age Of Unreason
Bad Religion

Com alto teor politico – a banda declarou que este disco é uma resposta ao fato de “valores como verdade, liberdade, igualdade, tolerância e ciência estarem em perigo real” – os reis do punk rock melódico retornam para mais um CD com formação renovada, o primeiro com Mike Dimkich (gui) e Jamie Miller (bat). Meia hora recheada de melodia e faixas rápidas, seguindo a cartilha criada por eles mesmos desde 1980. Não tem como errar.

S/t
Peter Doherty & The Puta Madres

O vocalista e guitarrista do The Libertines passeia por sonoridades mais tranquilas do que o punk rock de sua banda original neste projeto paralelo. A banda de apoio The Puta Madres, além de acompanhar o frontman em sua passagem solo pelo Brasil em 2017, é formada por músicos de diferentes nacionalidades, com destaque para a tecladista Katia De Vidas, o que abre ainda mais o leque musical do álbum.

A Rock Supreme
Danko Jones

O rock esperto do trio canadense está volta neste novo álbum, cuja faixa de abertura, I’m in a band, já deixa claro a que veio: “Eu estou numa banda e eu adoro isso, e tudo o que quero é tocar minha guitarra e rock and roll”. Simples, direto e reto, o grupo registrou mais 11 faixas de hard rock de qualidade, inclusive usando e abusando de bons grooves. Rock para agitar, dançar e fazer air guitar.

Black Moon
Lucifer’s Friend

Os alemães do Lucifer’s Friend tem pelo menos um disco clássico e essencial para a história do rock, seu álbum auto-intitulado de 1970. Este novo disco, o segundo desde sua reunião em 2015, está mais próximo do álbum “Banquet” (1974) do que de seu clássico maior, já que a banda retoma seus flertes com o jazz fusion, o prog e algo de R&B. Ainda assim, o grupo continua pesado e segue criativo.

Matriz
Pitty

Após cinco anos sem gravar, Pitty retorna com “Matriz”, álbum que como o título indica, reconecta a vocalista à suas raizes com a Bahia. Sem abrir mão do pop rock que a deu destaque, o disco apresenta toques de reggae (“Te Conecta”), baladas (“Motor”), brasilidades, e mesmo latinidades, em faixas como “Noite Inteira” e “Roda” respectivamente, esta última com participação do BaianaSystem.

From The Screen To Your Stereo 3
New Found Glory

Terceiro EP onde o grupo pop punk faz versões de canções-tema/trilha de filmes. Neste novo disquinho são sete faixas contempladas com versões: hits de ontem – como The Power Of Love do filme De Volta Para O Futuro e Eye of The Tiger, clássico do Survivor pro filme Rocky 3; bem como canções mais recentes, como a onipresente Let it Go, trilha do desenho Frozen. Classificação: Livre.

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