Mundo Extremo - Cláudio Azevedo

Resenha – I, The Mask – In Flames

CLÁUDIO AZEVEDO

Quase três anós após o polêmico Battles, os suecos do In Flames retornam com I, The Mask, marcando a estreia do baixista Bryce Newman e do baterista Tanner Wayne. O resto do time continua com Andres Fridén (voz), Niclas Engelin e Bjorn Gelotte (guitarras). A exemplo de seu antecessor, I, The Mask também dividirá opiniões e não é difícil imaginar as pedradas que o álbum irá receber nas redes sociais.

O grupo parece que realmente está curtindo essa nova fase, com diversos efeitos eletrônicos ao longo das faixas, que fazem fundo para coros e refrãos pra lá de melódicos, lembrando Battles. Embora riffs e bases pesadas possam ser ouvidos em músicas como Voices e na faixa título, são os “experimentos” que predominam no álbum, como as grudentas Call My Name e Follow Me.

(This is) Our House soa como bandas mais novas de post hardcore, o mesmo para a quase balada We Will Remember. A canção que mais agradará aos velhos fãs é Burn, que saiu em vídeo pouco antes do lançamento oficial do álbum.

Seguidores da fase antiga e de clássicos como Jester Race (1996) e Colony (1999) certamente irão torcer o nariz, já que quase nada que o In Flames faz hoje em dia remete àquelas remotas eras.

A banda atualmente busca um direcionamento e som únicos, o que não deixa de ser algo positivo. E, de fato, há de se reconhecer que desde Come Clarity (2006) o In Flames encontrou a sua própria identidade. Os fâs, portanto, terão mais um belo desafio pela frente.

I, The Mask
Ano de Lançamento: 2019
Gravadora: Nuclear Blast

Faixas:
1-Voices
2-I, The Mask
3-Call My Name
4-I Am Above
5-Follow Me
6-(This is Our) House
7-We Will Remember
8-In This Life
9-Burn
10-Deep Inside
11-All The Pain
12-Stay With Me

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