Mundo Extremo - Cláudio Azevedo

Resenha – Hexed – Children of Bodom

CLÁUDIO AZEVEDO

Nem parece que já se foram mais de 20 anos desde que aquela banda finlandesa de nome incomum despontou no cenário com Something Wild. A mistura inusitada de black, death melódico e power metal mais o carisma de seu líder Alex Laiho garantiram ao Children of Bodom sua fama no meio do heavy metal. Mesmo quando resolveu “experimentar” (vide álbuns como Are You Dead Yet? e Bloodrunk) a banda manteve intacta a sua base de fâs. Além de Laiho, completam o grupo hoje Henkka Blacksmith (baixo), Jaska Raatikanen (bateria), Janne Warman (teclado) e Daniel Freyberg (guitarra).

Hexed, novíssimo álbum da banda, não traz muitas novidades, tampouco é o melhor trabalho da longeva carreira dos finlandeses, porém agrada facilmente aos fãs. A mistura do death/black com power metal traz momentos de puro banging em This Road e Under Class And Cover, as duas faixas que abrem o opus.

Os teclados onipresentes – que sempre foram o diferencial do Children – nos remetem direto aos primeiros anos do conjunto, despertando certa nostalgia, assim como a introdução de Glass Houses, que leva a assinatura de Laiho e cia.

Mais faixas boas e fáceis de ouvir são encontradas ao longo de Hexed, como Kick In a Spleen e Hecate´s Nightmare, sendo a ótima Platitudes And Barren Woods a melhor de todas. Cercado de expectativas, Hexed não decepciona os fãs do Children of Bodom, supera os dois últimos álbuns e reafirma o que todos já sabiam: 2019 está em plena ebulição de lançamentos.

Hexed
Ano de Lançamento: 2019
Gravadora: Nuclear Blast

Faixas:
1-This Road
2-Under Class And Cover
3-Glass Houses
4-Hecate´s Nightmare
5-Kick In a Spleen
6-Platitudes And Barren Woods
7-Hexed
8-Relapse – The Nature of My Crime
9-Say Never Look Back
10-Soon Departed
11-Knucleduster

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