Resenha – Unearth – Extinction (s)

CLÁUDIO AZEVEDO

Atingindo a marca de  mais de 20 anos de estrada, os americanos do Unearth foram responsáveis pelo estouro do metalcore em meados da década de 2000, junto com outros nomes como Shadows Fall, All That Remains e Killswitch Engage, o que deixou muitos bangers da época se questionando se esse estilo merecia o rótulo de “metal”. O tempo passou e o metalcore provou que veio para ficar, com inúmeros seguidores e festivais dedicados ao gênero pelo mundo afora.

Em seu sétimo álbum de estúdio, Extinction (s), o Unearth destila, com muita classe, todas as nuanças e características do amado e odiado metalcore. Estão lá os vocais berrados, caminhando por passagens melódicas vez em outra. Os riffs são gordos, intrincados e pesados, abusando de palhetadas abafadas e dissonâncias. O que não impede que o grupo arrisque diversos fraseados que se aproximam do death metal melódico, como acontece na faixa One With The Sun.

Mas o grupo consegue seus melhores resultados quando engata a marcha e sai destruindo tudo pela frente, caso das ótimas Incinerate, Survivalist, na à lá Hatebreed Cultivation of Infection e nas tipicamente metalcore Sidewinder e No Reprisal. Com certeza não se trata de um álbum exatamente original ou inovador, porém figura tranquilamente entre os grandes momentos da carreira do Unearth, que sempre se manteve homogênea. Destaque final para a belíssima arte da capa.

Extinction (s)
Ano de Lançamento: 2018
Gravadora: Century Media Records

Faixas:
1-Incinerate
2-Dust
3-Survivalist
4-Cultivation of Infection
5-The Hunt Begins
6-Hard Lined Downfall
7-King of The Arctic
8-Sidewinder
9-No Reprisal
10-One With The Sun

Comentários

Comentários